Até breve! Sim, este é um texto de agradecimento e despedida. Foram dois anos escrevendo sobre a pluralidade das lutas progressistas no Brasil e trocando impressões sobre a realidade e os desafios do movimento LGBTI+, sempre com uma profunda preocupação acerca do futuro dos nossos direitos.

A experiência de ter mantido esta coluna em um espaço de liberdade e de resistência foi maravilhosa. Fazer parte deste projeto que usa tão bem a linguagem digital para fomentar o pensamento crítico enquanto fala de arte, cultura e ciência, sobretudo em meio ao crescimento do autoritarismo e a demonização dos valores democráticos, me deixa extremamente honrado.

A pausa na escrita trará o tempo necessário para repensar novas formas de interação e de resistência neste país que segue quebrando recordes de violência e preconceito. Para quem pensava que o Brasil caminhava rumo a um modelo de sociedade mais tolerante, as eleições de 2018 foram um verdadeiro choque de realidade, mostrando que a nossa vida real não é tão festiva quanto as marchas do orgulho.

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Por aqui, as agressões e assassinatos de pessoas LGBTI+ continuam acontecendo, muitas vezes impunemente. O extermínio da juventude negra e dos indígenas e a epidemia de feminicídios, também. Mas os 52 anos de luta desde a Revolta de Stonewall nos fizeram compreender profundamente o sentido de resistência. Os direitos não advêm de meritocracia, mas de luta! E seguimos lutando porque aqueles que caíram antes de nós são uma lembrança de amor do porquê devemos continuar.

Por ora, fica aqui minha gratidão a você que me acompanhou como leitora ou leitor, e, claro, à RevistaK7 que me possibilitou essa jornada.

We will survive!

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