Em meio ao Holocausto, dois jovens judeus se conheciam ao lado do cemitério de Auschwitz. David Wisnia e Helena Spitzer viveram um amor intenso e quase proibido. O tempo acabou separando o casal, mas 72 anos depois, eles se encontraram novamente em Nova York.

Eles se conheceram em 1943, e sempre foram um para o outro a motivação para continuarem vivos. Mesmo com todo o terror que viviam, o casal planejava como seria seu futuro após o fim da guerra.

Embora estivessem em alas separadas entre homens e mulheres, os dois sempre davam um jeitinho de se verem. David era o responsável por recolher os corpos de judeus que se suicidavam, mas logo depois virou cantor para os guardas. Helena, que foi uma das primeiras mulheres a irem pro campo, em 1942, trabalhava como designer.

Em 1944, quando os rumos da Segunda Guerra começaram a mudar, os diretores de Auschwitz começaram a destruição do campo de concentração. A ordem era executar todos os prisioneiros, além de acabar com qualquer tipo de prova dos crimes cometidos pelo nazismo.

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Helena seria uma das últimas mulheres a serem executadas, mas conseguiu escapar e se misturar com a população. Já David foi enviado a outro lugar e, durante uma marcha, acertou com uma pá um dos soldados de Hitler. Escondido num celeiro por dias, foi resgatado por soldados americanos.

Os dois foram para Nova York, mas não sabiam do destino um do outro. Ele continuou cantando, como fazia na época da guerra, sendo chazan em uma sinagoga. Através de seu filho, que virou rabino, conseguiu finalmente entrar em contato com sua amada.

O reencontro aconteceria somente em 2016. Ela estava em uma cama e não reconheceu David num primeiro instante. Foi só ele começar a cantar uma música que ela havia o ensinado, que tudo mudou e o sorriso apareceu em seu rosto. 72 anos depois, o amor renascia naquela casa em Nova York.

Um anos depois, Helena morreria aos 100 anos.

 

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