Começamos 2021 com a mesma história que vemos quase todos os anos de que o Rock’n Roll morreu (ou não). Mais uma vez essa questão é usada como notícia à caça de cliques e atenções de pessoas que ainda enxergam a questão da morte de um estilo musical como coisa séria.

Não se mata um estilo musical, principalmente um com décadas de vida e com representantes talentosos e fervorosos ainda vivos como o Rock’n Roll. Sempre teremos as pessoas que vão nos deixar de herança um LP/CD do Elvis, The Beatles, d’Os Incríveis, d’Os Mutantes, ou de qualquer outro músico ou banda que participou do início, ou do meio, do estilo ou da evolução dele.

Acredito que tudo nesse mundo tem um filtro próprio em que, por mais que algum estilo musical seja moda, por mais pessoas que escutem, se não tiver uma certa qualidade, uma atitude ou um propósito sincero esse estilo não vai sobreviver e vai ser abandonado naturalmente.

Nos meus mais de 40 anos de vida, vi vários estilos aparecerem, virarem febre, tocarem no rádio e na TV até esgotar tudo o que poderia oferecer e …. sumir. Já outros estilos eu sempre vi, vivi e ouvi por essa vida e até hoje ainda temos estações de rádio (sim, elas ainda existem!!) que trazem o bom e velho pop, rock, samba, Rap, MPB e suas vertentes na programação. Vejo esses estilos musicais de qualidade se transformarem, mas não morrerem. As transformações nem sempre são pra melhor, mas não deixa de ser um tipo de evolução.

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Hoje a TV não dita mais as regras e aí fica pra gente a missão de garimpar os artistas e separar os que gostamos dos que não gostamos, temos a missão de vasculhar nas mais profundas pilhas de vídeos e arquivos da internet artistas que deveriam estar no topo dessa pilha, sendo ouvidos por todos, mas que são ignorados pois estão tão fundos, tão soterrados embaixo de tantos sucessos “do momento”, que desistimos de ir tão longe procurá-los. Mas não se esqueça que esses artistas, mesmo soterrados, não estão mortos..assim como o Rock’n Roll.