Vocês se lembram de quando costumávamos entrar numa loja de discos para conhecer as novidades e encontrar os discos de nossos artistas prediletos? Lembram-se da sensação de encontrar um disco incrível, recém lançado, comprá-lo e ouví-lo inteirinho, com o encarte na mão e acompanhando as letras de todas as músicas? Não importa se eram LP’s, fitas cassete (K7) ou CD’s, esse momento sempre foi espetacular pra nós admiradores de boa música.

Em 1971, exatos 50 anos atrás, tivemos uma safra de lançamentos que fariam amantes de música como eu gastar uma boa parte do salário numa loja de discos nesse ano. É uma longa lista, mas vale a pena conhecer cada um deles e entender como era diversificado e de qualidade indiscutível as músicas de cada um desses discos.

Um excelente exemplo para começar à falar dos discos lançados há 50 anos atrás é o disco Imagine, do John Lennon, que dispensa apresentações. Esse disco foi um fenômeno mundial e, além da música que dá o título ao disco, temos algumas outras excelentes canções como a quase country Crippled Inside, o blues It’s So Hard e a linda balada Jealous Guy.

Outra pérola dessa safra é o inesquecível Aqualung, do Jethro Tull, banda que, além de discos sensacionais, também fazia apresentações ao vivo inesquecíveis com performances que não sairiam tão cedo da cabeça de quem tinha a chance de assistir ao espetáculo.

O disco LA Woman, dos The Doors, também chega nesse ano e com a difícil missão de ser o sucessor do Morrison Hotel e consegue fazer bonito, sem deixar a qualidade cair nem um pouco. Os dois maiores sucessos desse disco são a sensacional L.A. Woman, que dá o nome ao disco e o hino Riders on the Storm, mas não podemos deixar passar sem um destaque o blues Cars Hiss by my Window e Crawling King Snake que tem um instrumental estonteante. Infelizmente, o vocalista da banda, Jim Morrison, morreria no dia 03 de julho (meu aniversário, à propósito) desse mesmo ano.

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la woman the doors

O Led Zeppelin chega inspiradíssimo nesse ano, também, com o Led Zeppelin IV que traz Black Dog, Rock’n Roll e Starway to Heaven. Depois dessas músicas é desnecessário falar mais qualquer outra coisa sobre esse disco.

led zeppelin IV

Quem também chega com a criatividade em dia e se destaca nesse ano é o Black Sabbath com o Master of Reality, disparando músicas sensacionais como After Forever, a linda e pacífica Orchid e a violenta Children of the Grave que é minha predileta desse disco.

Com toda certeza podemos falar que o “pop” também se deleitava com todas as pérolas lançadas nesse ano. Madman Across the Water, do genial Elton John, se destaca pelas melodias infalíveis do piano e pela linda voz que nos convida à ouvir o disco do início ao fim.

MC5 entra no ano de 1971 com seu espetacular High Time. O estilo mais agressivo da banda de Detroit ainda está nesse disco e se destaca nas músicas Sister Anne, Gotta Keep Movin e Future/Now, mas temos músicas mais calmas como Miss X, que também é um espetáculo à parte. Outro destaque desse disco é o piano em meio às guitarras distorcidas e baterias rápidas, com chimbal aberto e várias viradas que são marcas do MC5.

Esses discos são apenas alguns exemplos do que o ano de 1971 nos deu de presente. Tivemos, também: The Who (Who’s Next), Alice Cooper (Love it to Death e Killer), Rolling Stones (Sticky Fingers), David Bowie (Hunk Dory)… e muito mais!!! Infelizmente, para essa matéria, eu separei apenas os discos internacionais, mas tivemos Caetano Veloso (Caetano Veloso) e Chico Buarque (Construção) sendo lançados nesse mesmo ano e que adicionam mais qualidade aos lançamento desse ano.

Divirtam-se e aproveitem cada pérola desses discos assim que puderem, pois hoje temos a oportunidade de ter todos eles em nossos celulares por menos do que o valor de um deles por mês!!

Se cuidem!