Dois Milhões de pessoas cantando a todo pulmão suas músicas, exclamando seus hits, repetindo sua coreografia, aplaudindo suas atitudes e esperando alguma surpresa, foi assim que a multidão aglomerada em Copacabana comemorou a chegada de 2018 aos pés de Anitta, prata da casa no RJ era a primeira vez da Mulher do Ano nas areias fluminenses.

Eu estava lá, literalmente no meio da galera, num daqueles ímpetos juvenis (não que eu ainda seja um) resolvi experimentar uma vez na vida como seria virar o ano no Réveillon mais famoso do mundo, sai de SP às 18h e as 21h já estava dividindo espaço na areia com gringos, pobres, ricos, turistas e moradores. O principal show da noite era dela, Anitta (Anira para os gringos), e eu não soube entender se aquilo era uma recompensa pelo ano irrepreensível de 2017 que ela realizou, com marcas e hits estratosféricos, ou um spoiler de como seria o 2018 dela, pois as primeiras duas horas do ano novo foram alucinantes.

Não vou bater na mesma tecla que todos e falar sobre o projeto xeque-mate e tudo que deu certo até aqui, mas um ponto é fundamental para essa consolidação e principalmente para perpetuação dessa carreira. Ela é uma artista auto gerenciada, ela decide o que, como, quando e com quem quer fazer seu trabalho. Esse é o maior legado e bandeira de sua carreira, até aqui todas as decisões foram acertadas e os frutos estão sendo explorados continuamente.

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Saber usar a máquina midiática a seu favor, e não dever favores a ela é sensacional. Anitta tem público e tem qualidade fonográfica, adquiriu maturidade e definitivamente vai fazer o que quiser em 2018, aprendeu a atender a audiência digital, sendo estrela no youtube e spotify com números surpreendentes fora do Brasil, sendo a artista tupiniquim mais tocada no México, Argentina, EUA e Canadá. Estrela na Billboard.

Toda virada de ano se comemora o desfecho ou início de um novo ciclo, e está evidente que esse ciclo da Anitta está longe de se findar, o 2017 dela deve ir até 2020 pelo andar da carruagem.

Representatividade, novos hits, exposição internacional, veremos tudo isso nesse ano que se inicia. Vai Malandra!