“É através do tato, usando os dedos e as mãos, que os cegos começam a perceber o mundo”, explica Dorinha, personagem criada por Mauricio de Sousa e protagonista do livro Como Dorinha vê o Mundo, lançado recentemente.

Produzido em braile e com uma fonte ampliada para as pessoas que enxergam, mas possuem problemas de visão, o livro, que é o último de uma série sobre acessibilidade, será distribuído em 500 escolas da rede municipal de São Paulo.

A história conta como é a vida de pessoas com deficiência visual, desde a leitura pelo braile até a prática de esportes. A intenção é que ele mostre para as pessoas como é a vida de um deficiente visual – e como isso não determina que ela será menos capaz do que uma pessoa sem deficiência.

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Exclusivamente pensado para o público infantil, o livro conta com 24 páginas. Nessa primeira tiragem, foram produzidos 3 mil exemplares: eles chegarão nas bibliotecas escolares ainda esse mês.

A iniciativa é uma parceria entre a Fundação Dorina Nowill para Cegos com o Instituto Mauricio de Sousa e do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD).

Dorina de Gouvêa Nowill, que ficou cega repentinamente, aos 17 anos, e ficou conhecida por ser a primeira aluna cega a frequentar uma escola regular no Brasil, foi a inspiração para criar Dorinha.