Em “História social do LSD no Brasil”, novo livro da Editora Elefante, o historiador Júlio Delmanto analisa como o ácido chegou ao país e os impactos provocados em nossa cultura. Ditadura, tropicalismo, experimentos científicos… Uma obra obrigatória para compreender os antecedentes da política de drogas.

O autor, que é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, com mestrado e doutorado em história social pela Universidade de São Paulo, fala detalhadamente sobre primeiro processo judicial por tráfico de dietilamida do ácido lisérgico no Brasil, ocorrido após o endurecimento da ditadura pelo AI-5.

O livro aborda a descoberta do LSD na Suiça, em 1943, e a prisão de um artista na cidade de São Paulo, nos anos 1970, um caso complexo que envolve episódios de tortura e notícias sensacionalistas.

Capa produzida pela diretora de arte Bianca Oliveira, inspirada na descrição da primeira experiência que o poeta Roberto Piva teve com o LSD.

“Muita energia repressiva do Estado foi dispendida no afã de proibir uma substância que promove novas sinapses e aumenta a capacidade cognitiva de quem a utiliza”, comenta a neurocientista Sidarta Ribeiro.

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Além de “História social do LSD no Brasil”, que está nos últimos dias de pré-venda, Júlio já escreveu “Camaradas caretas: drogas e esquerda no Brasil”, além de vários artigos sobre o tema. Faz parte da organização da Marcha da Maconha em São Paulo e do Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR).