A mais nova série de comédia da Netflix, criada pela mesma equipe que trouxe o genial The Office teve a sua ideia a partir de um tweet do presidente Donald Trump, onde o mesmo expunha as suas ambições de militarizar o espaço.

A série tem início quando o general Mark Naird é convidado a comandar a mais nova extensão das Forças Armadas, após o Chefe de Estado declarar abertamente que quer “coturnos na Lua” dentro de quatro anos. Assim é criada essa nova instituição que atuará ao lado do Exército, Aeronáutica e Marinha. Esse novo destacamento é visto como um ralo de dinheiro, o que maximiza a pressão por resultados urgentes.

Dessa forma tem início o embate de posições entre o militar e o chefe do Departamento de Pesquisa Científica, Dr. Adrian Mallory, interpretado pelo ótimo John Malkovich. A ciência precisa de tempo, análise, indo de contra a prática instantânea e efetiva das forças armadas.

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O humor da série é mais centrado nos diálogos com alfinetadas inteligentes e com menos nonsense/vergonha alheia que tanto marcaram o outro seriado. Aqui o enfoque é mais centrado na humanidade dos personagens e como esse convívio forçado altera as suas respectivas percepções.

Alguns elementos são apresentados de forma bastante sutil, mostrando que a personalidade humana não é bilateral. A grande semelhança com The Office fica nessas informações que vão sendo reveladas de forma não explícita, seja num  gesto ou numa entonação de palavra.

A série levanta debates bastante interessantes, especialmente na conjuntura atual onde a ciência vem sendo relativamente menosprezada em nosso país que tem valorizado os resultados a curto prazo sem levar em conta o elemento humano envolvido. Uma discussão trazida de forma irreverente e que não poderia ter surgido em um momento mais propício.