Quando Frederico encontra no mercado um par de meias custando duas libras, fica impressionado. Como funcionário da fábrica que produz o produto, ele fica sem entender os motivos que levaram aquela peça custar tanto, já que ele ganha apenas 25 centavos para cada par que consegue produzir.

Um amigo explica para Frederico que o valor do produto precisa ser sempre maior que os custos para produzi-lo, pois é preciso levar em conta, além do trabalho, o preço do carvão, da lã, etc… A resposta não satisfaz a curiosidade do jovem trabalhador. Ele resolve fazer a mesma pergunta à Rosa, uma colega de trabalho.

Rosa passa o final de semana fazendo cálculos para responder a dúvida do amigo. Ela descobre que, do preço final, 1,35 libra corresponde ao “mais-valor” (ou mais-valia), o lucro do patrão. “Bom… Sabe o que eu acho? Que esse tal de ‘mais-valor’ deveria se chamar ‘trabalho não pago ao trabalhador’. É muito injusto!”, reclama Frederico. Como mudar essa situação? Greve geral para que os empregados possam negociar salários mais justos e uma jornada de trabalho menor.

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Essa história toda é contato por Carlos para seus netinhos no livro “O Capital Para Crianças”, lançado recentemente pela Boitatá, selo infantil da Boitempo. Criada pelos catalães Joan Riera e Liliana Fortuny, a obra faz parte da série de livros da editora que celebram o ano de bicentenário de nascimento do filósofo alemão Karl Marx.

Utilizando uma linguagem bem didática, o livro busca apresentar ao público infantil conceitos sobre luta de classes, renumeração, jornadas de trabalho e lucros dos empresários. “Antigamente, a pessoa que contratava chamava-se capataz, patrão ou amo. Hoje, costuma-se chamar empresário, chefe ou gerente. Já quem era contratado (isto é, o Frederico), antes era chamado de operário ou proletário. Hoje, costumamos chamar de trabalhador, funcionário ou empregado”, explica o vovô.

Abaixo, você confere alguns trechos do livro!

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