Na última quinta, 23, estreou em Cannes o filme “Mektoub My Love: Intermezzo”. A produção, que é dirigida por Abdellatif Kechiche, ganhador do Palma de Ouro em 2013 por “Azul é a Cor Mais Quente”, causou polêmica e foi acusado de ser apenas pornografia.

Segundo matérias publicadas, o filme conta com três horas e meia de duração e diversos diálogos banais, onde o foco parece ser somente a nudez dos corpos femininos, sobretudo às nádegas. Embora isso tenha incomodado alguns críticos e pessoas presentes, o problema mesmo estaria nas cenas de sexo explícito.

O diretor filma vários jovens no litoral sul da França. Após algumas cenas na praia, a produção se concentra em uma boate, com diversos momentos bem picantes, incluindo uma cena com mais de 12 minutos de sexo oral – imagens “pornográficas gratuitas”, segundo o The Hollywood Reporter.

“Tentei mostrar o que me faz vibrar, os corpos, os ventres. [Meu objetivo era] celebrar a vida, o amor, a música, o corpo e buscar uma experiência cinematográfica”, justificou Kechiche, de 58 anos. Porém, após perceber que não agradou, saiu da sala de exibição, parando apenas para dizer: “desculpa por manter vocês aqui sem adverti-los, e agora vou embora!”.

Na quinta, durante a primeira noite, quem também saiu no meio da exibição foi Ophélie Bau, a protagonista da cena polêmica de sexo. Depois do ocorrido, a atriz não participou da coletiva de imprensa e nem na sessão de fotos no tapete vermelho.

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Essa não é a primeira vez que o diretor causa polêmica. Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos, as atrizes de “Azul é a Cor Mais Quente”, denunciaram condições abusivas durante as filmagens do longa. Além disso, uma mulher acusou Kechiche por agressão sexual. Questionado na sexta sobre o caso, ele considerou a pergunta “perversa” e disse que possui “consciência tranquila no que diz respeito às leis”.