O documentário “O Barato de Iacanga”, vencedor do prêmio de júri no In-Edit Brasil 2019, agora está disponível na Netflix. Com entrevistas de músicos, produtores e da família fundadora do Festival de Águas Claras, o filme se aprofunda na história do evento que ficou conhecido como o “Woodstock brasileiro”.

Realizado na Fazenda Santa Virgínia, interior de São Paulo, o icônico festival teve quatro edições entre 1975 e 1984 e reuniu grandes nomes da música brasileira como Gilberto Gil, Raul Seixas, Hermeto Pascoal, Paulinho Boca, Sandra de Sá, Alceu Valença, Jorge Mautner, Jards Macalé, Luiz Gonzaga e João Gilberto.

Ninguém sabe ao certo como um evento daqueles, em um lugar distante e com pouquíssima divulgação, conseguiu unir mais de 70 mil pessoas. Sabe-se, entretanto, que muitas pessoas não curtiram nem um pouco a realização do Festival de Águas Claras. Erasmo Dias, o secretário de Segurança Pública de São Paulo da época, até chegou a abrir uma investigação.

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“Durante um mês e meio, eu ia praticamente todos os dias à Secretaria de Segurança tentar liberar o festival. Só consegui quando o secretário, na época o Erasmo Dias, me mandou para o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) para assinar um termo de responsabilidade pelos atos de subversão que acontecessem”, lembra Celsão, organizador do festival.

“Depois me proibiram de fazê-lo novamente durante seis anos. Eles queriam nos prender de qualquer jeito, mas não tinham motivos, porque não era uma reunião política. Mesmo assim, levavam para o camburão quem estava andando pelado, mas a gente virava o camburão e todo mundo saía”, acrescenta.

“O Barato de Iacanga”, primeiro longa do diretor Thiago Mattar, além de estar disponível na Netflix, será exibido no Canal Curta: amanhã (21) e domingo (22), às 10h.

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