“Os espíritos vão se reerguer”, como diz na música da banda de metal, Halloween. Pode ser ao som de Thriller, do rei do pop Michael Jackson, ou escolher “Everbody”, do Backstreet Boys, se for uma criança dos anos 90 e esteve na moda, e também tem a “This Is Halloween”, se você for o gótico suave antigo que ouvia Marilyn Manson.

Bom, independente de qual estilo musical você curta, é inegável que as trilhas sonoras são importantíssimas em um filme, não é mesmo? Ainda mais quando o assunto são as produções de terror. Pensando nisso, o premiado cineasta brasileiro Daniel Bydlowski, membro do Directors Guild of America, selecionou 4 séries que ele adora e que possuem trilhas assustadoramente incríveis.

Confira!

American Horror Story

Vamos começar pela queridinha americana. Já tem 9 temporadas e eles não se cansam de fazer bons conteúdos. Desde mansões reais assombradas ao freakshow, esta série traz um dos melhores elencos de todos os tempos. Histórias que nos prendem do início ao fim e são realistas, e os efeitos o fará tentar quebrar o realismo olhando entre os dedos das mãos. Se você realmente gosta de sangue, pode ficar tranquilo, você o verá. E, particularmente, esta trilha sonora, a abertura, “Theme Song” (Cesar Davila Irizarry and Charlie Clouser), cai como uma luva, mas quando vasculhamos cada música, “Tonight You Belong To Me” (Patience and Prudence) dá arrepios incorporada às cenas.

Marianne

Essa série teve críticas de todas as formas, mas não podemos negar o terror psicológico que ela traz. A insanidade de Madame Daugeron faz com que as pessoas entrem em colapso, não vejam escapatória e nem um final para toda aquela história. E o mais interessante, é que eles são cruéis e é melhor desapegar de qualquer personagem, pois ele pode e vai morrer. Não crie expectativas de relacionamento! E aquela música que conta o que a aterrorizante alma faz nos dias da semana? Além de uma bela de uma sonorização instrumental.

VEJA:   Netflix anuncia minissérie sobre Ayrton Senna

Penny Dreadful

Um misto dos maiores personagens das clássicas histórias de terror, esta série incomoda. Com uma atmosfera gótica, os personagens são fortes em roteiro, figurino e olhares. É muito bem elaborada e conta com muita poesia e melancolia misturadas com sangue. Um terror intelectual, diríamos! A música clássica faz parte intensamente da trilha sonora, em especial, a “The Unquiet Grave” (Abel Korzeniowski), que nos faz imergir em águas de suspense e tensão.

Um Drink no Inferno

Inspirada no filme do diretor Quentin Tarantino, se essa série nos traz algo, é aflição. A vingança move os protagonistas e, ainda, os demônios famintos não dão trégua. É aquele trash mesmo, apenas com mais elegância do que o filme que o inspirou. Toda a contextualização do período colonial mexicano e as peculiaridades do país, são muito bem apresentadas. E vamos combinar que She’s Just Killing Me (ZZ Top) é energizante.