A Netflix revelou para a Variety nove filmes e séries do catálogo que foram censurados em países ao redor do mundo. Dentre os nomes estão títulos originais da plataforma e até filmes clássicos, que já constavam no streaming ou estavam no planejamento da empresa, mas que acabaram não entrando por decisões de alguns governos.

O primeiro é de 2015, quando a Nova Zelândia proibiu o documentário “The Bridge”, que fala sobre tentativas de suicídio na ponte Golden Gate de São Francisco.

Já em 2017, “A Noite dos Mortos Vivos” foi censurado na Alemanha por ordens da Comissão de Proteção da Juventude. Também no mesmo ano, o grande clássico “Nascido Para Matar”, do Kubrick, foi banido no Vietnã.

No ano seguinte, Cingapura proibiu a distribuição de três obras que falam sobre maconha: os filmes “Cooking on High” e “The Legend of 420”, além da série “Disjointed”. Em 2019, o país novamente cesurou uma produção, no caso, “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese, protagonizado por Willem Dafoe.

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Também no ano passado, um episódio da série “Patriot Act with Hasan Minhaj” foi retirado da Arábia Saudita por um pedido da Comissão Saudita de Comunicação e Informação Tecnológica. O episódio contava com diversas críticas ao governo do país.

Por fim, um título bem conhecido por aqui: “A Primeira Tentação de Cristo”, o polêmico especial do Porta dos Fundos que foi extremamente atacado e quase foi censurado pelo governo brasileiro.

Na época, a Netflix recebeu uma notificação do desembargador Benedicto Abicair, da 6° Câmara Cível do Rio de Janeiro, que havia pedido a suspensão da obra na plataforma sob a alegação de atacar a “sociedade brasileira, majoritariamente cristã”.

A empresa se defendeu e afirmou apoiar a expressão artística, lutando “para defender esse importante princípio, que é o coração de grandes histórias”.